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terça-feira, 13 de abril de 2010

Opera, no iPhone OS

Heey infidels!
Hoje vai ser rápido: é só por causa do Opera Mini que estou aqui. Não, infelizmente ele não traz muitas novidades ao queridinho dos portáteis. Como browser, ele cumpre o que promete e retorna uma visualização de uma página para o usuário. - Só? - É, parece que só.

 O Opera já é um velho conhecido pela sua proposta de ser "o" browser multiplataforma, presente nas mais variadas distribuições Linux até no cançado de guerra Symbian Series 40. E há algum tempo o Opera Mini deu as caras rodando em iPhones / iPods touch em algumas dessas feiras de tecnologia, o que causou uma grande dúvida: será que a Apple deixaria o navegador multiuso ser aprovado no seu criterioso processo de aprovação de aplicativos? E a resposta veio, após alguns dias de espera, o SIM da Apple impressionou alguns.

 A maçã já tinha aberto a porteira para aplicativos com funções de browser há um certo tempo, e o Opera é o primeiro dos grandes à entrar pra festa, e não custando absolutamente nada, seguindo a filosofia da empresa. O fato é que a navegação no novato, é bem aquém do que se espera. O fato é que ele não adciona nada a navegação por dedos, como é feito no iPhone. Para quem adora utilizar os gestos como a "pinça" (pinch-and-zoom) no iPhone, clique duplo para centralizar um determinado texto (devido as dimensões reduzidas de suas telas, para a visualização de algumas páginas da web), e até a rotação do dispositivo utilizando as funções de seu acelerômetro embarcado, pode levar um tempo maior para se acostumar com o Opera, já que esses gestos parecem não cair tão bem nele.

 Outro fator que foi ressaltado na apresentação do nvaegador, foi sua velocidade. Nos testes rápidos que fiz aqui, realmente as páginas são carregadas de uma maneira mais rápida em relação ao Safari Mobile. A técnica de compressão utilizada nos servidores da empresa Opera, ajudam tanto na velocidade quanto no consumo de dados, um fator importante para quem não utiliza plano de dados ilimitados atrelados a sua conta telefônica. Porém a usabilidade do navegador é bem inferior a solução que a Apple nos apresentou no lançamento do seu dispositivo móvel, em meados de 2007. (Estamos em 2010, viu Opera!) Aí em baixo vão algumas imagens de como uma mesma página fica visualizada tanto no Opera Mini 5 quanto no Safari Mobile:

(Brinde! Vejam uma campanha aos moldes da "I'm a Mac", só que... dessa vez como "I'm a Opera Mini(!?)")

Opera Mini:

















Safari Mobile:



quinta-feira, 11 de março de 2010

Joojoo parece querer se antecipar à iPad

hooray infidels!
Lembram do prazo dotado de uma pitada de incerteza feito no lançamento da Apple iPad? Pois é, mais uma vez quando isso acontece, pode esperar um atraso e foi exatamente o aconteceu. Alguns falam que os culpados pelo atraso foram problemas com o sistema operacional, outros culpam mais uma vez o FCC - Sistema de regulamentação americano similar ao nosso "selo da Anatel" para produtos com conectividade sem-fio por exemplo - mas a verdade talvez ninguém nunca saberá.

Enquanto isso, reaparece nos holofotes a tablet JooJoo, que mesmo sendo um produto novo de uma empresa totalmente nova (Fusion Garage) - que mesmo assim, nasceu numa situação bem atribulada, que parece ter funcionando como uma ótima ação de marketing - vem tentar elevar o nível de competição entre esse segmento de tablets. A Joojoo hoje foi aprovada pelo FCC, revelando assim sua configuração que não é muito distante de um outro segmento de dispositíveis móveis. Nela encontramos o velho conhecido Atom N270 formando dupla com o chipset gráfico Ion, da Nvidia, mostrando que a tablet vai poder demonstrar desempenho bastante satisfatório no quesito de vídeos em alta definição (HD).

A Joojoo vem com sistema operacional próprio, que durante o tempo em que ficou ofuscada aproveitou para receber uma bela reforma apresentando uma interface mais amigável ao usuário. Focada nas tarefas corriqueiras como navegação e entretenimento áudio-visual, o mais estranho foi ver uma foto do Windows rodando por lá…

Apesar de trabalhar semelhantemente à iPad, a tablet da Fusion Garage que está no mesmo patamar de preço do modelo mais básico do dispositivo da maçã, tem alguns pontos à favor por dispor de uma tela maior, porém por questões do hardware e alguns softwares utilizados (Flash) a duração da sua bateria pode ser bastante afetada. O foco e determinação da empresa na apresentação do projeto e seu modo de lidar com os pequenos problemas causados logo após, podem ser pontos positivos num mercado ainda muito novo, mas a competição direta com a empresa com nome de fruta deverá ser muito mais desgastante. Suerte!

ps: E a HP e sua… Slate, cadê?
ps2: Imagens retiradas lá do Engadget.com

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Ponderando a MWC 2010

Ah-há, infidels!
Parece que a Microsoft superou as expectativas e lançou o Windows Phone Series 7 com todo gás, apesar dos primeiros dispositivos dotados do sistema operacional só aparecerão para o público no final deste ano. Projeto Natal #feelings!? Todos vocês já devem ter acompanhado as principais novidades lá da MWC que acabou há algum tempo, eu sei, só que gostaria de ressaltar alguns pontos:
    • A Microsoft parece estar dando uma atenção especial a sua plataforma móvel, tanto a WPS7 quanto a plataforma atual 6.0~6.5. Hoje mesmo saiu uma pequena atualização para a sua lojinha de aplicativos, a Windows Marketplace, que agora oferece a possibilidade de instalar aplicativos em um cartão de memória -- coisa que a comunidade Android clama há tanto tempo, e infelizmente não é atendida. O que também ficou bem claro, é que dessa vez a Microsoft tentará ser bem mais rígida com o hardware compatível com o novo SO móvel, o que pode significar uma parceiria mais forte com seus parceiros-fabricantes e uma vantagem para o consumidor final.
    • A Nokia apesar de não participar do evento como expositora, deu seu jeito de apresentar uma versão revigorada de seu SO móvel e recém-opensource, o Symbian 3.0 (olha o vídeo aqui), com lançamento de dispositivos para este ano. Até aí tudo bem. Todo mundo esqueceu do boom causado pelo Maemo, com o N900, onde se falava até da aposentadoria de todo o ambiente Symbian. Mas aí vem a Nokia dizendo que o Symbian 4 já estará disponível no final do ano, lançando os dispositivos compatíveis no comecinho de 2011. Então, qual será a vantagem de NÃO esperar 6 meses e comprar um Symbian 4, invés da versão anterior? Acho que cabe aqui aquela regra básica: enquanto as pessoas continuarem comprando, tá tudo certo. Mas não parece uma jogada tão boa assim...
No geral, as gigantes envolvidas nesse mercado têm apresentado iniciativa suficiente para concorrer com o big player da empresa com nome de fruta no que se trata de valorizar uma interface cada vez mais amigável ao usuário comum. Acho que o caminho é por aí mesmo, mas talvez seja preciso cuidar de outro ponto importante: fortalecer os laços com o desenvolvedor. Mas isso é assunto para uma oooutra ocasião...